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"Meu único desejo, meu tema musical, meu diamante é a educação". Rubem Alves (escola da ponte)
sábado, 16 de janeiro de 2016
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
* Reforço escolar;
* Dicas de estudo:
* Acompanhamento pedagógico;
Saliza C. Pedroso
Professora/ Pedagoga/ Especialização em Neuropsicologia e Aprendizagem
(41) 9664-70-81
http://professorasaliza.blogspot.com.br/
http://www.jornaldecolombo.com.br
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/59232/conhecendo-um-pouco-do-tda-h-transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperatividade
https://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/59231/os-caminhos-da-aprendizagem
Artigos publicados
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O Autismo e o processo de aprendizagem
Nos últimos meses ouvimos muito sobre a inclusão do TEA nas escolas, porém para que ocorra essa inclusão aconteça devemos estar capacitados em todos os aspectos.
Sabemos que o autismo não é uma doença, mas, sim um distúrbio de desenvolvimento (neurodesenvolvimento que corresponde ao cérebro social) muito complexo, pois cada caso é algo único, uma criança é diferente da outra, mesmo com um perfil para classificação de TEA.
Para começarmos a compreender um pouco sobre Espectro Autista (TEA), devemos volta ao tempo, no ano de 1911 Bleuler utilizou pela primeira vez o termo “autismo” relacionando-o com a perda da realidade. Em seguida no ano 1943 Kanner descreveu em torno de 11 casos de crianças que também apresentavam as características que Bleuler relatou “perda do contato com a realidade”. Por volta de 1944 Asperger também descreve casos de crianças com o perfil semelhante na questão comunicação social “autismo”, porém como uma inteligência normal.
Crianças com Espectro Autista têm dificuldades na interação social, que pode se manifestar em diversas maneiras: dificuldade em atividades em grupo, isolamento social, comportamento social impróprio, pouco contato visual, e algumas crianças não desenvolvem habilidades de comunicação e possui uma linguagem imatura “ecolalia, prosódia anormal”.
O diagnóstico deve ser feito a partir do DSM-IV, ou DSM 5 que é o mais atual hoje, esse procedimento deve acontecer pelo neuropediatra. Podemos dizer que o autismo ocupa um dos primeiros lugares entre os distúrbios de desenvolvimento.
A criança com TEA ao nascer não possui diferença na questão do PC (perímetro cefálico), porém as análises morfométricas demonstram que na faixa etária que corresponde de dois aquatro anos de idade existe alguns casos que apresenta o PC maior que a média.
Em relação ao tratamento TEA podemos seguir: o tratamento farmacológico, intervenções de profissionais da educação e comportamentais assim como também o acompanhamento com fonoaudiólogo.
No farmacológico as medicações geralmente são neurolépticos, principalmente haloperidol, porém esses medicamentos são utilizados em casos intensos, em outros casos podem ser utilizados antipsicóticos atípico, risperidona, antidepressivos, seretonina, neuroestimulantes e inibidores.
Nas intervenções fonoaudiológicas encontramos diversas atividades para estimulação e o aumento de comunicação, principalmente a social, algumas técnicas são utilizadas: terapias com brinquedos, sistemas simbólicos visuais e a terapia como PECS é um trabalho intenso, mas deve ser feito por profissionais capacitados.
Na questão educacional encontramos atividades pedagógicas diferenciadas, que possuem objetivo de desenvolver a criança no intelectual e também cognitivo. Além disso, também contamos com alguns programas que trabalham especificamente a comunicação verbal e não verbal. Existem alguns programas mais específicos ainda como: ABA (Terapia de análise Aplicada de comportamento) e outros. Hoje no Brasil existem diversos profissionais buscando conhecer e compreender melhor Espectro Autista (TEA).
Toda a criança Autista tem o direito de aprender, e ela aprende sim tanto na teoria como na prática, só que no tempo e da maneira dela, com suas particularidades cabe a nós profissionais que trabalham com essas crianças fazer corretamente as intervenções necessárias, para que isso ocorra devemos nos capacitar.
Nos últimos meses ouvimos muito sobre a inclusão do TEA nas escolas, porém para que ocorra essa inclusão aconteça devemos estar capacitados em todos os aspectos.
Sabemos que o autismo não é uma doença, mas, sim um distúrbio de desenvolvimento (neurodesenvolvimento que corresponde ao cérebro social) muito complexo, pois cada caso é algo único, uma criança é diferente da outra, mesmo com um perfil para classificação de TEA.
Para começarmos a compreender um pouco sobre Espectro Autista (TEA), devemos volta ao tempo, no ano de 1911 Bleuler utilizou pela primeira vez o termo “autismo” relacionando-o com a perda da realidade. Em seguida no ano 1943 Kanner descreveu em torno de 11 casos de crianças que também apresentavam as características que Bleuler relatou “perda do contato com a realidade”. Por volta de 1944 Asperger também descreve casos de crianças com o perfil semelhante na questão comunicação social “autismo”, porém como uma inteligência normal.
Crianças com Espectro Autista têm dificuldades na interação social, que pode se manifestar em diversas maneiras: dificuldade em atividades em grupo, isolamento social, comportamento social impróprio, pouco contato visual, e algumas crianças não desenvolvem habilidades de comunicação e possui uma linguagem imatura “ecolalia, prosódia anormal”.
O diagnóstico deve ser feito a partir do DSM-IV, ou DSM 5 que é o mais atual hoje, esse procedimento deve acontecer pelo neuropediatra. Podemos dizer que o autismo ocupa um dos primeiros lugares entre os distúrbios de desenvolvimento.
A criança com TEA ao nascer não possui diferença na questão do PC (perímetro cefálico), porém as análises morfométricas demonstram que na faixa etária que corresponde de dois aquatro anos de idade existe alguns casos que apresenta o PC maior que a média.
Em relação ao tratamento TEA podemos seguir: o tratamento farmacológico, intervenções de profissionais da educação e comportamentais assim como também o acompanhamento com fonoaudiólogo.
No farmacológico as medicações geralmente são neurolépticos, principalmente haloperidol, porém esses medicamentos são utilizados em casos intensos, em outros casos podem ser utilizados antipsicóticos atípico, risperidona, antidepressivos, seretonina, neuroestimulantes e inibidores.
Nas intervenções fonoaudiológicas encontramos diversas atividades para estimulação e o aumento de comunicação, principalmente a social, algumas técnicas são utilizadas: terapias com brinquedos, sistemas simbólicos visuais e a terapia como PECS é um trabalho intenso, mas deve ser feito por profissionais capacitados.
Na questão educacional encontramos atividades pedagógicas diferenciadas, que possuem objetivo de desenvolver a criança no intelectual e também cognitivo. Além disso, também contamos com alguns programas que trabalham especificamente a comunicação verbal e não verbal. Existem alguns programas mais específicos ainda como: ABA (Terapia de análise Aplicada de comportamento) e outros. Hoje no Brasil existem diversos profissionais buscando conhecer e compreender melhor Espectro Autista (TEA).
Toda a criança Autista tem o direito de aprender, e ela aprende sim tanto na teoria como na prática, só que no tempo e da maneira dela, com suas particularidades cabe a nós profissionais que trabalham com essas crianças fazer corretamente as intervenções necessárias, para que isso ocorra devemos nos capacitar.
O caminho fabuloso da aprendizagem no
Sistema Nervoso desde a primeira infância
Podemos
entender que o processo de aprendizagem é algo individual, porque aconteça de
diferentes maneiras e etapas. A
aprendizagem conforme a neurobiologia, significa modificações nas redes
neurais, isso quer dizer que o ato de aprender envolve diversos fatores, como
as estruturas neurais desde sua formação anatômica, histológica, bioquímica e
também a emocional. Então aprender é algo complexo e vai além da sala de aula.
Para compreendermos todo esse
processo de aprendizagem, é necessário conhecer as principais estruturas do
Sistema Nervoso Central, desde a formação até as inúmeras funções que ele
exerce no momento da aprendizagem.
Os
estudos e as descobertas da neurologia, psicologia, fisiologia, pedagogia
antropologia e neuropsicologia confirmam que o sucesso da aprendizagem depende
do emocional, social e neurofisiológico da criança.
Visando
assim que a que a aprendizagem é uma ligação de três pontos: vivência,
experiência e conhecimento científico, a criança aprende algo de punho
significativo para sua vida, exemplo: ler e escrever, essa é a visão da
pedagogia.
A
psicologia refere-se aprendizagem da seguinte forma: modificações neurais
através dos cinco sentidos, provocando assim a formação de redes neurais.
A visão neurobiológica, aprendizagem
é o processo de sinapses que o cérebro sofre.
As três ciências afirmam que a
aprendizagem, faz parte do ser humano, e ela está presente na nossa vida, ou
seja podemos aprender a vida inteira de diferentes formas e maneiras.
O
sistema nervoso está divido em: SNC (sistema nervoso central) e SNP (sistema
nervoso periférico). O sistema nervoso central é constituído pela medula
espinhal e pelo encéfalo. O SNP é constituído por vários gânglios nervosos,
formando assim uma rede de nervos.
A
histologia nos mostra, por exemplo, as duas células nervosas fundamentais para
o ato de aprender o neurônio e o gliócito (gliais) ambas são responsáveis para
o desenvolvimento da aprendizagem. Hoje sabemos que atualmente possuímos 100
bilhões de neurônios, cada um com diferentes funções e formatos, além disso, os
neurônios possuem uma atividade especial a capacidade de aprender, cada
neurônio realiza 60 mil sinapses e conexões, exemplo: cada conexão recebe 100
mil impulsos por segundo.
Na
primeira infância (zero a três anos) ainda os neurônios não estão ligados em
rede, porém possuem esta habilidade. Conforme os estímulos que a criança
recebe, começa acontecer à formação da primeira rede neural.
Conforme Molcho (2007) “a ciência descobriu que o cérebro
ainda não está maduro no período posterior ao nascimento”. Ele se desenvolve
durante os primeiros quatro meses de vida como se a consciência cognitiva
tivesse aprendendo com o inconsciente, nesses meses em que os processos
cerebrais estão se formando, o bebê precisa do maior número possível de
estímulos e também deve passar por diversas experiências, contribuindo para
novas aprendizagens.
A
curiosidade é vital ao ser humano, pois somos curiosos por natureza. O bebê
deseja explicar ambiente, um comportamento inato, pois tem necessidades
cognitivas, assim ocorre a aprendizagem.
Dislexia
e a Disgrafia e como ambas podem ser diagnosticadas ainda no período de alfabetização
para receber o tratamento correto
Sabemos
que ler e escrever são atividades fundamentais para vida, principal nos anos
iniciais que correspondem a alfabetização, quando esse processo apresenta
alguma falha, devemos ficar atento, pois elas podem ocorrer de diversas
maneiras, na questão pedagógica, emocional e principalmente o neurológica.
Para
compreendermos o processo da leitura devemos entender o conceito neural desse
acontecimento. a) Acontece o processo
visual de toda a palavra. b) Ocorre o processamento ortográfico lexical (que
envolve o córtex temporal, frontal e pariental, todos localizados nos
hemisférios cerebrais). c) Acontecimento fonológico lexical ocorre no giro
temporal, em seguida o sublexical e por último o processo semântico. Nesse
processo participam as principais áreas anatômicas da linguagem: a) Área de
Broca, área Brodmann que são responsáveis por o planejamento oral e motor da
linguagem. b) Área de Wernicke que se localiza no lobo temporal (o lobo
temporal é sensitivo e possui diversas funções: olfato, memória, social e as
informações auditivas). c) Lobo frontal realiza diversas funções entre elas:
planejamento da fala “área de Broca”, controle de humor, movimento do corpo. Na
criança esse lobo só completa a sua maturação por de seis e sete anos. d)
Existem outros pontos importantes para escrita e leitura entre eles:
circunvolução supramarginal (lobo pariental que é sensitivo). e) Fascículo
arqueado que liga área de Broca e Wernicke. f) Circunvolução angular também
conhecida como prega curva que é área 39 Brodmann.
Aprender a ler não é processo
isolado, mas sim complexo, pois envolve diversas áreas do encéfalo. Quando a
criança realiza essa atividade, ela processa informações auditivas, visuais,
fala concentração, identificação das letras (giro frontal inferior,
parietotemporal e occipitotemporal).
Dislexia se caracteriza pelo
comprometimento de desenvolvimento de habilidade de palavras e compreensão da
leitura (DSM-IV). Diferente do que muitos pensam a dislexia é um distúrbio
neurológico que muitas vezes é diagnosticada em pessoas adultas e crianças com
potencial intelectual normal, o tratamento é educacional (reeducação da
linguagem escrita), mas o diagnóstico é clínico. “Quando leio, somente escuto o
que estou lendo e sou incapaz de lembrar da imagem visual da palavra escrita”
(Albert Einstein)
A Disgrafia está associada ao
grafomotora (parte motora da escrita) e crianças com intelectual normal pode
apresentar essa dificuldade, pois é um transtorno que atinge somente a escrita,
ela é caracterizada conforme (DSM-IV) das seguintes maneiras: erros de
pontuação (excessivo), erros de ortografia e gramaticais. Muitas vezes também
rotulada como letra feia, porém ela sozinha pode trazer grandes danos ao
processo de leitura e escrita da criança, porque ela vem acompanhada de alguns
fatores associados, por exemplo: dificuldades na lateralidade (funções perceptivas
motoras), dificuldade extrema na transferência da letra caixa alta para a letra
da letra cursiva (manuscrita), dificuldade em pegar o lápis, além disso,
existem muitos casos de disgrafia com letras grandes, ou pequenas demais,
quando utilizamos diversas maneiras para melhorar a letra da criança, e não
obtivemos resultados devem sim ser investigadas as causas.
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